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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Falta de patrocínio pode tirar bailarina piauiense da escolas de balé nos EUA

Bailarina retornou de Washington, nos Estados Unidos, no fim de maio.
Jovem participou de uma seletiva com mais 200 meninas em São Paulo.

A falta de patrocínio pode tirar dos palcos uma das maiores bailarinas do Piauí. Mara Barros, que há dois anos foi selecionada para uma das mais concorridas escolas de ballet clássico do mundo, está passando férias no estado e teme não ter como voltar para os estados unidos.

A bailarina piauiense retornou de Washington, nos Estados Unidos, no fim de maio, a volta para capital americana está marcada para o dia 4 de setembro. Helly Batista Junior, professor dela aqui no Piauí, exalta as qualidades dela que tem apenas 14 anos.

“Ela é uma menina muito talentosa, com um físico exuberante que sempre chamou a atenção de professores e diretores. A Mara já tem três anos de dança, dois que ela mora fora e um aqui conosco”, disse.

Para chegar a uma das maiores escolas de balé do mundo, Mara participou de uma seletiva com mais 200 meninas. A história de superação foi mostrada no ‘Profissão Repórter’. O programa da Rede Globo acompanhou a trajetória dela até a final em Nova York há dois anos.

“Sempre foi um sonho meu. Eu já acreditava em mim mesmo e está sendo uma fase maravilhosa da minha vida, pois estou aprendendo outra língua com pessoas de toda parte do mundo”, afirmou Mara Barros.

A academia de balé americana custeia quase todas as despesas, apenas uma taxa com o valor bem menor é cobrada a família. “O estado americano financia os estudas dela que chega a custar quase R$ 50 mil e aqui só fica com as taxas mínimas que são planos de saúde, fisioterapia no valor de quase R$ 4 mil”, contou o professor.

Numa apresentação no teatro da Universidade Federal do Piauí, em Teresina, para tentar arrecadar dinheiro, foram arrecadados R$ 2 mil e faltam ainda cerca de R$ 4 mil.

A mãe se emociona ao pensar na possibilidade da filha não retornar a capital americana. “Eu espero que alguém do coração bom faça isso por minha filha para que esse sonho continue”, finalizou Graça Barros.
fonte g1
Comentário- Estou torcendo para que essa bailarina consiga pagar suas despesas. Como a maioria das pessoas sabe o ballet não é muito valorizado no Brasil (eu amo!!!). Infelizmente, isso faz com que as pessoas saiam do nosso país para poder realizar o seu sonho de viver da dança ou mesmo se aperfeiçoar e conseguir alguma das poucas boas vagas que existem por aqui.

Mutirão de cidadania vai oferecer serviços médicos de graça no Recife

Ação acontece neste sábado (23), no Palácio Maçônico, no Centro.
Cardiologista explica a importância do diagnóstico preventivo do coração.


Um mutirão de cidadania vai realizar atendimento médico de graça no Recife. A Ação Cívica Maçônica oferecerá serviços como aferimento da pressão arterial, exames de glicemia e ultrassonografia, além de exames cardiológicos em crianças. O mutirão será neste sábado (24), das 09h às 13h, no Palácio Maçônico, localizado na Rua da Penha, 45, bairro de São José, no Centro do Recife.
Em entrevista ao Bom Dia Pernambuco desta sexta-feira (23), a médica Lúcia Moser explicou a importância de se identificar problemas cardíacos precocemente. A ultrassonografia em gestantes pode verificar, por exemplo, arritmia cardíaca e má formação no coração do bebê.
“A gestante geralmente é encaminhada [para realizar o exame] depois de identificado algum fator de risco, que pode ser uma arritmia que o obstetra observou durante uma avaliação de rotina no pré-natal, ou uma má-formação estrutural, quando uma das válvulas do coração não está bem formada”, afirmou a médica.
Lúcia alerta que a identificação precoce ajuda a prevenir riscos à vida da criança que as patologias cardiológicas podem causar. “Uma vez identificado os problemas, essa criança é encaminhada para nascer em um centro de referência, onde esses cuidados possam ser oferecidos”, disse.
fonte:g1
Comentário-É bom saber que ainda existe solidariedade no Brasil. Seria muito legal se outros médicos cardiologistas (por exemplo) pudessem fazer uma campanha semelhante em todos os lugares do Brasil para ajudar pessoas necessitadas. Pelo menos uma vez por semestre.  Ia ser difícil organizar, mas se eles quisessem com certeza arrumariam um jeito, quem sabe usando as igrejas.

Por que a noiva usa branco e joga o buquê nos casamentos?


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O vestido branco surgiu como um símbolo da pureza e castidade, enquanto o hábito de jogar o buquê era uma maneira de a noiva ajudar as amigas a desencalhar. Mas os costumes e superstições relacionados ao matrimônio não param por aí. Como as primeiras uniões tinham o objetivo de gerar herdeiros para as famílias, tudo era feito para garantir fertilidade - ou seja, filhos. "Nas sociedades em que o casamento é basicamente um meio de chegar à procriação, isso é indicado através de uma série de ritos matrimoniais", diz Alan MacFarlane no livro História do Casamento e do Amor. Entre esses ritos estão o gesto de jogar arroz, símbolo de fecundidade.
Vestida para casar Casamento da rainha inglesa Vitória definiu maioria das tradições seguidas até hoje MARCHA NUPCIAL
Fã do músico Felix Mendelssohn, a rainha Vitória encomendou a ele uma composição especial. A música, que ficaria conhecida como "Marcha Nupcial", foi composta em 1842. Ela ganhou fama ao ser usada para o casamento de uma das filhas da rainha Vitória
VÉU E GRINALDA
O livro Gênesis, da Bíblia, conta que Rebeca se cobriu com um véu quando se aproximou do futuro marido, Isaac. Desde então, muitas noivas usam véu, hábito popularizado pela rainha Vitória. A grinalda tem forma de coroa para distinguir a noiva dos convidados
BUQUÊ
O buquê das noivas romanas tinha ervas aromáticas, para espantar maus espíritos. Depois, as ervas foram trocadas por flores, símbolo de fertilidade. A noiva passou a jogar o buquê às convidadas a partir do século 14, na França. Esse hábito substituiu outro: antes, elas pegavam um pedaço do vestido da noiva para ter sorte
ACOMPANHANTES
As damas de honra existem desde a Antiguidade, quando as noivas se casavam ainda crianças e precisavam da ajuda das irmãs para se vestir. Os padrinhos surgiram na época em que os matrimônios eram arranjados pelos pais do casal. Escolhiam-se padrinhos para tornar a união reconhecida pelo restante da sociedade
ALIANÇAS
A troca de alianças era ritual comum entre egípcios (que, inclusive, já a usavam no dedo anular esquerdo, considerado uma ligação direta com o coração) e romanos, mas só foi considerada indispensável no casamento católico a partir século 16, com o Concílio de Trento. Na tradição hebraica, as alianças são lisas
VESTIDO BRANCO
O branco já era parte do vestuário de noivas da Antiguidade. Por volta do século 10, com os vistosos tecidos vindos do Oriente, as noivas passaram a se vestir com cores fortes, como o vermelho. Em 1840, com o casamento da rainha Vitória, da Inglaterra, o branco, ícone de pureza, voltou a dominar
FONTE G1
Comentário:Adorei saber essas curiosidades sobre os rituais do casamento. Nem consigo acreditar que desde muito tempo atrás, a maioria desses costumes já era seguido. Pelo que parece a rainha Vitória marcou muita presença em seu casamento. Achei engraçado quando falavam sobre o costume de arrancar um pedaço do vestido da noiva (rs). Já pensou na festa a noiva toda rasgada (rs). Casar deve dar muito trabalho.

Vovó ginasta: acabaram-se as desculpas para não malhar

“Ai, queria malhar mas meu joelho é meio ruim”
“Nossa, eu ia treinar mas tá frio”
“Afe, quando faço ginástica meu corpo fica todo dolorido”
Cabou, cabou desculpinha! Se esta senhora de 86 anos pode, todo mundo pode:

 


Comentário - Achei essa reportagem o máximo. Fiquei chocada com as acrobacias que essa senhora faz. Ela é um ótimo incentivo para outros idosos que dizem que são velhos e por isso não podem se esforçar muito. Porem, temos que avaliar que essa senhora deveria ser ginasta desde nova, acredito eu. Mas, mesmo assim ela consegue dar incentivo para todos, mostrando que nunca é tarde para fazer o que se gosta.

MEC vai dar bolsas de estudo para alunos negros e indígenas

Acordo de cooperação tem como alvo os alunos do Prouni e do Fies.
Parte das bolsas deve ser oferecida pelo Ciência sem Fronteiras, diz MEC.


O Ministério da Educação anunciou nesta quinta-feira (29) que vai implementar uma cooperação internacional que inclui oferecer bolsas de intercâmbio para estudantes do Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), "notadamente negros e indígenas". O objetivo do Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento é oferecer experiências em educação em ciência, tecnologia, inovação e formação de professores para "complementar a formação do estudante brasileiro".
Parte das bolsas deve ser oferecida pelo Programa Ciência sem Fronteiras, que tem como meta oferecer, em quatro anos, 100 mil bolsas de estudo para universitários brasileiros em outros países.
Segundo o MEC, nesta quinta, data em que a lei de cotas nas instituições federais de ensino superior completa um ano, o ministro Aloizio Mercadante se reuniu com membros do ministério, de universidades dos Estados Unidos e representantes do movimento negro brasileiros.
A lei prevê que, até 2016, todas as universidades e institutos federais reservem 50% de todas as suas vagas por critério de cor, rede de ensino e renda familiar.
De acordo com comunicado divulgado pelo MEC, a parceria do programa Abdias Nascimento também tem como alvo "o combate ao racismo e a promoção da igualdade". A cooperação será feita com uma rede de 106 universidades e instituições públicas norte-americanas localizadas nos estados e territórios dos EUA afetados historicamente pela escravidão e que foram criadas nos anos de 1960 para oferecer cursos a jovens americanos negros. Hoje, estudantes internacionais e de outras etnias também podem estudar nelas.
O ativista do movimento negro Abdias Nascimento, homenageado pelo MEC no programa, morreu em maio de 2011. Ele fundou o Teatro Experimental do Negro (TEN) em 1944 e criou o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro Brasileiros (Ipeafro) em 1981 para continuar sua luta pelos direitos do povo negro, sobretudo nas áreas da educação e da cultura. Abdias também foi deputado federal, senador e secretário de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras do Estado do Rio de Janeiro, de 1991 a 1994.
Balanço sobre a lei de cotas
Na quarta-feira (28), o MEC divulgou um balanço sobre o primeiro ano da lei de cotas que mostra, entre outros dados, que o número de candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que se autodeclaram pretos e pardos cresceu 29% entre a edição de 2012 e a de 2013. Para as provas que serão realizadas em 26 e 27 de outubro estão inscritos 4.006.425 de pretos e pardos, quase um milhão de candidatos a mais que os 3.094.545 de inscritos em 2012, um crescimento acima da média de inscritos, de 24%.
fonte g1
Comentário: O governo brasileiro tem que investir mais na educação e fico muito feliz de saber que eles já estão começando a se movimentar mais. Melhor ainda, começando por pessoas que geralmente são mais discriminadas, que são os indígenas e os negros. Mas, eu também acho que o governo não pode esquecer de todos os pobres, sejam da cor que for.

Barbosa envia à Câmara projeto para aumentar salário de ministros do STF

Presidente do STF propõe que teto passe de 28.059,28 para R$ 30.658,42.
Aumento valeria a partir de 2014 e considera resultado da inflação em 2012 e 2013.


O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, enviou nesta quinta-feira (29) à Câmara dos Deputados projeto de lei que prevê aumento do salário dos ministros do STF de R$ 28.059,28 para R$ 30.658,42 a partir de janeiro de 2014.
Proposta aprovada no final do ano passado prevê reajuste de 5% para o teto do funcionalismo público, o que fará com que o salário dos 11 ministros da Corte se eleve para R$ 29.462,25 em 2014. Barbosa propõe um aumento adicional a este valor, de 4,06%, para alcançar R$ 30.658,42.
Pela Constituição, os salários do STF são os mais altos do Poder Público e representam o máximo do que um servidor pode receber mensalmente.
“A proposição que se apresenta busca a recomposição do subsídio da magistratura, de modo a compensar perdas sofridas em face do processo inflacionário no período de janeiro de 2012 a dezembro de 2013”, afirmou Barbosa na justificativa do projeto.
O reajuste leva em conta a diferença entre a estimativa da inflação entre 2012 e 2013 e o resultado efetivo dos aumentos de preços no período. De acordo com o projeto, o impacto do aumento será de R$ 598,121 mil no orçamento do Supremo e de R$ 149,169 milhões em todo o Poder Judiciário.
O aumento do teto do funcionalismo público gera um efeito cascata nos salários de juízes. Em 2012, o então presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, enviou projeto de lei ao Congresso propondo aumento de 7,12% em 2013. A proposta foi derrubada e os parlamentares aprovaram reajuste de 5%.
fonte g1
Comentário-Esse Joaquim Barbosa é radical em tudo que faz. Até em pedir um salário maior. Porém, temos que avaliar que enquanto alguns políticos roubam por fora e fazem as coisas escondidos este juiz defende abertamente seu ponto de vista. Eu acredito que é melhor você dar um salário justo para as pessoas que são muito importantes para o país e hoje em dia ninguém duvida da importância do STF. Olha aí o que eles fizeram contra os envolvidos no mensalão!!!

No tribunal, acusado do atentado de Boston declara-se inocente

Dzhokhar Tsarnaev pode pegar prisão perpétua ou pena de morte.
Ataque à maratona em 15 de abril deixou 3 mortos e 264 feridos.

Van que estaria levando Dzhokhar Tsarnaev chega ao prédio de tribunal federal nesta quarta-feira (20) em Boston (Foto: AFP)
Dzhokhar Tsarnaev, acusado do duplo atentado de Boston de 15 de abril que deixou três mortos e 264 feridos, compareceu nesta quarta-feira (10) pela primeira vez diante de um juiz federal de Boston, no estado americano de Massachusetts, e declarou-se "não culpado" de todas as acusações que pesam sobre ele.
O jovem de 19 anos de origem chechena se apresentou à juíza Marianne Bowler.
Ele responde por 30 acusações, 17 das quais podem ser punidas com a prisão perpétua ou com a pena de morte.
Entre as acusações, estão "uso de arma de destruição em massa com resultado de morte e conspiração; atentado em um local público com resultado de morte e conspiração; destruição maliciosa de propriedade com resultado de morte e conspiração; e uso de arma de fogo durante e em relação a um crime violento".
As autoridades afirmam que Dzhokhar Tsarnaev realizou o atentado com explosivo na linha de chegada da maratona de Boston junto com seu irmão Tamerlan, de 26 anos, falecido durante um confronto com a polícia.
As vítimas do duplo atentado, realizado no coração da cidade, foram informadas da realização da audiência, razão pela qual as autoridades judiciais preveem habilitar uma segunda sala de onde poderão acompanhar a sessão.
Quinze feridos sofreram amputações, alguns em ambas as pernas.
Depois de realizar o ataque, os dois irmãos enfrentaram a polícia em Watertown, um subúrbio de Boston. Tamerlan foi morto no dia 18 de abril, mas Dzhokhar conseguiu escapar.
O jovem foi detido horas depois ferido em um barco no jardim de uma casa, depois de uma verdadeira caça humana que paralisou durante todo o dia os Estados Unidos.
fonte g1










  Comentário-No começo, assim que aconteceu o atentado cheguei a pensar que esse menino fosse inocente, mas, depois quando li as reportagens mudei de opinião. Não entendo qual foi o motivo para ele fazer isso, um menino que tinha um futuro pela frente cometer um atentado. Qual o motivo para as pessoas fazerem tamanha maldade. Seriam as companhias ou uma influência ruim do seu irmão mais velho. Imagino o sofrimento das pessoas atingidas por essa tragédia, sem esquecer dos seus pais e familiares quando descobriram que seu filho matou 3 pessoas e feriu gravemente tantos outros inocentes.


Proteína extraída de planta pode agir contra vários tipos de câncer

Testes apontam que EcTI bloqueia crescimento de tumor e metástase.
Pesquisas são necessárias antes de uso em humanos, diz professora.


Árvore orelha-de-macaco, cujas sementes possuem proteína com ação contra câncer. (Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Campo Grande/Wikicommons/Stickpen)Árvore orelha-de-macaco, cujas sementes possuem proteína com ação contra câncer. 
Estudos feitos por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontam que uma proteína extraída da semente da árvore conhecida como orelha-de-macaco tem ação promissora contra pelo menos cinco tipos de câncer - gástrico, de próstata, melanoma (câncer de pele), colorretal e leucemia.
Testes "in vitro" e utilizando ratos indicaram que a proteína, batizada de EcTI devido à sua ação inibidora da enzima tripsina, bloqueou parcial ou totalmente a proliferação das células de vários tipos de câncer.
"Ela bloqueou os processos que fazem com que o tumor cresça e que faça metástase, ou seja, que migre para fazer outras invasões", afirma a professora de bioquímica da Unifesp Maria Luiza Vilela Oliva, coordenadora das pesquisas.
As informações foram apresentadas na última semana, durante a reunião anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), em Caxambu, Minas Gerais. A atuação da proteína contra células do câncer de mama inicialmente é positiva e está sendo analisada, de acordo com a professora.
Melanoma
Ratos com um tipo de melanoma agressivo foram usados em experimentos com a EcTI, que inibiu o crescimento do câncer. "Alguns animais sequer chegaram a desenvolver o tumor. Em outros, [a proteína] inibiu 90%", afirma Maria Luiza.
Já estudos com células do câncer gástrico apontaram que a EcTI impediu a adesão a tecidos saudáveis e inibiu a formação de "protuberâncias" celulares relacionadas à metástase e migração cancerígena, as chamadas "invadopodias".
Durante os testes, também foi constatado que a proteína tem ação antitrombótica (agindo contra a formação de trombose) e anticoagulante. Um dos últimos estudos sobre a EcTI foi publicado no site da revista científica "PLoS One", em abril deste ano, e detalhou a estrutura da proteína.
À esquerda, fruto da planta; à direita, sementes de onde a proteína é extraída. (Foto: Divulgação/Maria Luiza Vilela Oliva)
Ainda precisam ser feitas pesquisas para entender a toxicidade e possíveis efeitos colaterais da EcTI, diz Maria Luiza. Ela, no entanto, ressalta que de início não foram identificadas reações adversas durante testes em ratos. "Até o momento, não vimos toxicidade, aplicamos 4 miligramas em ratos e não houve nenhuma morte", afirma.
Possíveis efeitos alérgicos da proteína também precisam ser analisados, mas até agora experiências mostraram que ela não deve causar alergia, disse a professora da Unifesp. Um dos próximos passos é também ver como a EcTI age em células do fígado humano.
O grupo de pesquisadores também está analisando  "fragmentos" derivados da proteína, os chamados peptídeos, para entender como eles agem separadamente.
"Não se pode aplicar a proteína na veia de um ser humano", diz a cientista, ponderando que ainda são necessários muitos testes antes de viabilizar o uso em terapias contra o câncer em pessoas.
Um peptídeo, diz ela, é mais simples de ser usado em um tratamento, possivelmente por aplicação em via intravenosa. É provável que no futuro a proteína seja feita de forma "recombinante", utilizando bactérias manipuladas geneticamente para produzir a EcTI e assim eliminar a necessidade de extraí-la da planta, afirma a cientista.
Árvore
A orelha-de-macaco, conhecida também como tamboril ou timbaúva, é uma árvore encontrada principalmente nas regiões Centro-Oeste (no Mato Grosso do Sul) e Sul (Rio Grande do Sul), mas também ocorre em estados como Maranhão, Piauí e Pará, aponta um estudo do Instituto Florestal de São Paulo, ligado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
A árvore alcança altura média de 20 a 30 metros e tronco de 80 a 160 centímetros de diâmetro, segundo o estudo. Sua madeira é leve e era utilizada por indígenas para fabricação de canoas - ela pode servir para produção de caixotes, miolo de portas, armação de móveis e outras finalidades.
Com o nome científico de Enterolobium contortisiliquum, a árvore "é indicada para o reflorestamento de áreas degradadas de preservação permanente, em plantios mistos, por apresentar crescimento rápido inicial", afirma o texto do Instituto Florestal.
O fruto da planta tem formato parecido com uma orelha, daí o nome popular. "Quando você abre o fruto, encontra as sementes. A gente retira dali o cotilédone e isola várias proteínas.
Uma delas [a EcTI] tem ação inibidora de protease", afirma a professora. A "protease", em questão, é a enzima tripsina. A sigla EcTI significa, em inglês, "Enterolobium contortisiliquum Inibidora de Tripsina".
Fonte:G1
Comentário:
 Espero que seja comprovado que essa proteína extraída desta planta possa ajudar na cura de vários tipos de câncer, porque, como todos sabem, o câncer é uma doença perigosa que precisa de tratamentos complicados e sofridos para as pessoas que sofrem desse problema, mas, na maioria das vezes (quando detectado cedo) tem cura.  Porém, seria ainda melhor, se tivéssemos outros meios de cura mais eficientes e que pudessem ser usados em casos mais complicados. Temos que comemorar muito pela ciência estar evoluindo cada vez mais.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Aqui em baixo estão todas as reportagens do 1º e 2º Bimestre!!Aqui em cima irá começar o 3ºbimestre!!
sexta-feira, 28 de junho de 2013







Maquiagem vencida pode causar alergia; descarte corretamente


  • Para não prejudicar a saúde, o visual ou o meio ambiente, é importante ficar de olho no prazo de validade e descartar corretamente os cosméticos
    Para não prejudicar a saúde, o visual ou o meio ambiente, é importante ficar de olho no prazo de validade e descartar corretamente os cosméticos
Assim como os alimentos, os produtos de maquiagem também têm data de validade. Dentro desse prazo, o fabricante garante a eficácia e a segurança daquele cosmético. Fora dele, a eficiência vai diminuindo enquanto aumentam os riscos de alergia e irritações. "Em qualquer produto vencido os conservantes perdem sua atividade, favorecendo a oxidação, a decomposição dos ingredientes e a produção de substâncias nocivas à pele", explica Célio Takashi Higuchi, farmacêutico e professor do Senac.
A região em que o produto foi aplicado pode avermelhar, arder, pinicar, coçar, descamar e ficar áspera, e problemas de pele até mais sérios tendem a aparecer. "A maquiagem vencida pode causar irritações, dermatites e até infecções. Batons vencidos facilitam a proliferação de microrganismos, entre eles o vírus do herpes", exemplifica a dermatologista Flavia Ravelli. Produtos como lápis, delineador, sombra e rímel, quando vencidos, são ainda mais perigosos, já que os olhos são órgãos bastante sensíveis. "As principais alterações são coceira, ardor, vermelhidão e aquela sensação incômoda de que há areia nos olhos. Em casos mais graves, há a chance de desenvolver conjuntivite", alerta. 
Além dos riscos à saúde, há os prejuízos à aparência devido à mudança na textura dos cosméticos. Bases se espessam, lápis e batons ficam quebradiços e máscaras para cílios ressecam. "Bases, pó e blush podem também perder suas características originais, por exemplo, a função de proteção solar", acrescenta a dermatologista. Da mesma maneira, produtos com ação não-comedogênica, ou seja, que impedem a obstrução dos poros, podem agir de maneira contrária e levar à formação de acne. No entanto, como nem todas as alterações são facilmente percebidas, é preciso estar sempre atenta ao prazo de validade que aparece na embalagem na hora de comprar cosméticos. "Se vai jogar a caixa fora, uma boa dica é colocar uma etiqueta no próprio produto com essa informação em destaque", sugere ela.
O descarte correto
Quando o produto não é mais próprio para o uso, é preciso se desfazer dele, mas sem prejudicar o meio ambiente. Atualmente, são poucos os fabricantes que se responsabilizam pela coleta e descarte adequado de seus cosméticos. "Não temos ainda uma legislação específica que determine para onde devem ir estes resíduos", diz Célio Higuchi. Em casa, o correto é separar as peças antes de se livrar de um item do nécessaire. "A embalagem de papel e as partes plásticas e metálicas, devidamente limpas, devem ser colocadas no lixo reciclável", orienta Alessandro Azzoni, consultor de meio ambiente. Já a maquiagem em si vai para o lixo orgânico. 
De acordo com Sonia Corazza, engenheira química especialista em cosmetologia, embora nem todos os ingredientes sejam biodegradáveis, eles tampouco são tóxicos. Isso quer dizer que a maioria dos itens de beleza pode ser descartada em lixo comum, sem risco de contaminação do solo. "Alguns produtos cerosos, como batom, sombra em bastão, corretivo e kajal, são feitos de cera sintética, derivada do petróleo que pode ser mais persistente e ficar no solo por mais tempo, mas ainda assim não são tóxicos", garante. 
Esta regra, porém, não vale para o esmalte: este sim possui produtos tóxicos em sua composição, capazes de poluir o meio ambiente. A recomendação, neste caso, é deixar esses ativos evaporem por completo antes do descarte. "Despeje o resto de esmalte numa folha de sulfite e deixe numa área ventilada para secar. Após a evaporação dos componentes potencialmente tóxicos, só restará uma película plástica de tinta, que pode ser jogada no lixo orgânico", ensina Azzoni. O frasco de vidro, assim como a tampa plástica, devem ser limpos com removedor de esmaltes e colocados para secar virados com a abertura para baixo, sobre um papel, para escorrer qualquer resíduo químico. "Feito isto, eles podem ir para a reciclagem também". 
Serviço:
Brigada de Maquiagem e Esmalte – Avon
Em parceria com a TerraCycle, a Avon criou um programa para coletar embalagens e resíduos de maquiagem e esmaltes de qualquer marca. A participação é gratuita e aberta a todo território nacional. Basta se cadastrar no site, imprimir uma etiqueta pré-paga pela organização e levar o pacote a uma agência dos Correios. A quantidade mínima para envio são 30 unidades. 
Back to M.A.C
A grife de maquiagem tem um programa de incentivo à reciclagem em que os clientes podem trocar seis embalagens de plástico de produtos da marca, sem resíduos, por um batom. Basta levar as embalagens até uma das lojas da marca. Não participam da ação os batons das linhas Viva Glam e Pro Longwear.
M.A.C: SAC: 0800 892 1695 
Coletor de Esmaltes – Risqué
Em uma das lojas da rede paulistana Ikesaki, especializada em cosméticos, a Risqué posicionou coletores de esmaltes com capacidade para 750 embalagens. O vidrinho  jogado ali, com ou sem esmalte, é recolhido para ser transformado em fonte de energia para a indústria de cimento.

Comentário:
É sempre bom estarmos atentas quanto ao vencimento das maquiagens!!! Eu mesma, sempre dou uma 'geral' nas minhas!!! O que é muito interessante agora é saber que algumas marcas estão se preocupando com seus clientes, criando novas idéias para alertá-los.
O descarte incorreto também é preocupante, pois, também temos que nos preocupar com o meio ambiente.
Eu mesma nunca me preocupei com o descarte. Eu só jogava no lixo dentro de um saco plástico, mas, agora vou fazer direitinho como ensina a reportagem.
Maquiagem dá muito trabalho mesmo, né? Você tem que se preocupar na hora de escolher, aplicar corretamente, retirar a maquiagem, com o descarte, com a validade e ainda ficar bonita!! 
“A beleza custa caro e dá trabalho” rsrs

Vereador que ofendeu eleitora por rede social é investigado no ES

Paim (PDT), vereador de Aracruz, pode perder o cargo, diz Câmara.
Ele ofendeu eleitora pela internet no início do mês.


A Câmara Municipal de Aracruz, no Norte do Espírito Santo, vai investigar, por meio de uma Comissão Processante, a denúncia de quebra de decoro parlamentar do vereador Carlos André de Souza (PDT). O vereador, conhecido como Paim, se envolveu em uma discussão com uma moradora do município por uma rede social e trocou ofensas com a mulher. De acordo com a Câmara, a comissão, que foi instaurada nesta semana, tem 180 dias para apurar a conduta do parlamentar. Paim pode até perder o mandato, segundo a Câmara. O vereador informou, via assessoria, que acredita que a comissão vai trabalhar com total liberdade e dentro da legalidade e imparcialidade.
No início do mês de junho, a maquiadora Najara Hellen disse que foi agredida verbalmente pelo vereador Paim. A conversa registrada mostra palavras de baixo calão digitadas pelo perfil do vereador.  Na ocasião, assessoria de Paim confirmou que ele trocou ofensas com a mulher "em um momento de fúria" e que ele tem sido perseguido por essa pessoa desde o início do mandato há cinco meses. A Câmara Municipal de Aracruz informou que não tem controle sobre posturas pessoais dos vereadores.
A instauração da Comissão Processante partiu dos próprios moradores de Aracruz. Por meio de um grupo em uma rede social, os moradores se mobilizaram para levar um abaixo-assinado com a denúncia para a Câmara.
Mensagens trocadas entre vereador e eleitora. (Foto: Reprodução/Internet)
Segundo a Câmara, na última segunda-feira (24), foi apresentada em plenário a denúncia de quebra de decoro. Após a leitura da denúncia, foi constituída, por meio de sorteio, uma Comissão Processante para investigar a conduta de Paim. O grupo será formado pelos vereador Fabio Machado, Jeinison Rampinelli Lecco, José Gomes dos Santos, Renato Sobrinho e Valmir Coser. O presidente da comissão será Sobrinho e o relator Machado.
Fonte:G1
Comentário:
Eu não entendo como um cidadão pode eleger (as vezes  mais de uma vez) alguns desses deputados, governadores, vereadores que se revelam com atitudes totalmente horrorosas para a nossa próprianação. Pra começar, como um vereador pode falar uma coisa dessa??? Mas, temos que “botar a boca no trombone” e denunciar porque é assim que nós vamos conseguir um Brasil melhor. Espero que esse vereador sofra as consequências de seus atos!!! 




Cultura Muçumana
Atualmente no Brasil existem mais 7.239 pessoas seguidoras do Islamismo (segundo dados do censo demográfico de 2000 segundo o IBGE). Estima-se que existam mais de 50 mesquitas e 80 centros Islâmicos espalhados pelo País.
Com todos esses dados, podemos afirmar que existe sim, muitas características do mundo islâmico engajada na cultura brasileira, e que às vezes elas andam tão juntas que podemos confundir a origem de certos costumes.
O samba, por exemplo, que sempre pensávamos ser totalmente brasileiro tem raízes Islâmicas, o instrumento que conhecemos como Pandeiro teve origem do Adufe, com formato hexagonal e sem platinelas, o adufe teria ajudado o samba a chegar à batida rítmica que hoje o caracteriza.
Outro traço da miscigenação de culturas são as comidas, a tradição de comer com abundância e à vontade são trazidas da cultura Islâmica, tanto quanto a utilização de temperos fortes e muitos condimentos e especiarias.
A partir disso, infinitas combinações foram criadas. Os kibes e Esfihas são consumidos por um número incalculável de brasileiros de todas as origens.
As artes em geral também são bastante influenciáveis à nossa cultura, os materiais utilizados são: A cerâmica, o vidro, os tecidos, a ilustração de manuscritos e o artesanato em metal ou madeira têm sido de importância fundamental na cultura islâmica.
Outros objetos cuja produção se destacou durante o período dos califados (do século VII ao XI) são o bronze e a madeira entalhada do Egito, os estuques do Iraque e o marfim entalhado da Espanha.
Mas nosso foco é a moda Islâmica e o quanto ela influência a maneira de se vestir das brasileiras.
Quantas vezes andando nas ruas vemos pessoas usando véus, echarpes, lenços nem sabem sua origem.
O que para nós pode ser “a moda do momento”, para elas, é normal e faz parte do costume.
Existem tecidos, modelos e até o nome dos lenços diferentes, tudo de acordo cm a religião da pessoa.
Os nomes dos véus que existem entre as Islâmicas são: Nikab, Xador e Hijab; Burca para quem não sabe, existem variadas maneiras de serem usados; definidos pelas várias religiões ligadas ao Islamismo.
O uso dos véus seria por causa do cabelo da mulher que pode ser considerado uma arma de atração a um homem, aliás, as únicas partes do corpo que podem mostrar são as mãos e rosto.
”Dizei às fiéis, que recatem os seus olhares, conservem os seus pudores, e não mostrem os seus atrativos, além dos que normalmente aparecem; que cubram o colo com os seus véus e não mostrem os seus atrativos, a não ser aos seus esposos…que não agitem os seus pés, para que não chamem à atenção sobre seus atrativos ocultos.” (24ª Surata, An Nur, versículo 31).
Por isso, aderem à burca, hidjab preso com um coque e usam uma saia na altura do tornozelo.
Ainda existe um pouco de dificuldade de encontrar algumas peças de roupa como burcas, véus, se alguém que tenha interesse em comprar as peças devem ir a lugares específicos, como em São Paulo, que foram criadas duas lojas que são específicas para os tecidos Islâmicos, Ikbal ou Salwa.
Atualmente Falastin Zarruk, lançou uma grife de véus, e ensina muitas mulheres a usá-lo, disse que gosta muito de usá-los e que tinha dificuldade em encontrar em lojas de roupas, ela diz que apesar de não ter nascido no Brasil, e não ter muito contato com a religião se converteu bem depois, mas que isso faz parte de sua vida.
Em muitas de suas viagens e conversas na mesquita (local de oração), resolveu lançar essa grife.
Por conta dessa influência, a moda Mulçumana tem tomado conta das passarelas, mas tudo em conformidade com a fé Islâmico e claro sem deixar de lado o feminino e lado sexy da mulher.
Enfim, o Brasil é um país rico em variadas culturas, ou melhor, tudo que o brasileiro é, faz parte dessa miscigenação, a identidade brasileira é formada por várias outras. Temos um pouco de tudo. Somos diversificados.
Fonte:http://pandora.jor.br/2011/05/13/cultura-muculmana-na-cabeca/
 Comentário:
Sempre achei muito diferente essa cultura, mas, lendo essa reportagem não é que percebi que temos algumas características até parecidas. Essa cultura é bem interessante de se conhecer. Porém, acho que o mais interessante nela são, exatamente, os costumes muito diferentes daqueles que presenciamos 
todos os dias. Só acho que esses homens do islamismo são muito ciumentos, mas como se diz por aí ”não se discute religião”. Porém, conhecendo melhor podemos tentar entendê-la melhor e não sermos preconceituosos com o que é diferente.

Cientista brasileiro estuda remédio

 

 

 promissor para tratar autismo

Colunista do G1 estuda neurônios criados com células-tronco de autistas.
Alysson Muotri relata ter obtido resultados preliminares, mas positivos.


'É possível reverter neurônios autistas para um estado normal, ou seja, o estado autista não é permanente', diz Alysson Muotri (Foto: cortesia UC San Diego)O biólogo brasileiro Alysson Muotri, professor e
pesquisador nos EUA (Foto: cortesia UC San Diego)
O biólogo brasileiro Alysson Muotri, professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, nos EUA, relatou ter obtido resultados preliminares, mas promissores, em pesquisas com medicamentos para tratar efeitos do autismo em crianças.
Analisando os genes de pacientes e reprogramando células-tronco obtidas a partir de células comuns para que elas se tornem neurônios, o cientista e sua equipe têm estudado em laboratório drogas que ajudem a reduzir as limitações presentes em autistas.
Em uma das pesquisas, apresentada em congressos, mas ainda não publicada em revista científica, Muotri, que é colunista do G1, aponta ter encontrado vínculo entre mutações genéticas que prejudicam a formação de sinapses (ligações) dos neurônios e alterações causadas pelo autismo. O estudo com uma criança que apresenta uma forma específica de autismo apontou que ela tem um gene defeituoso que dificulta a entrada de cálcio nos neurônios, o que atrapalha a proliferação das sinapses.

O medicamento que estimula o receptor de cálcio respondeu bem aos testes em laboratório e passou a ser administrado ao paciente diluído em chá, para avaliar os resultados. As primeiras observações, após um mês, mostram que a criança tem progredido em atenção e sociabilização. "Avaliamos através de questionários aplicados para os pais, professores, amigos da criança. Fizemos uma observação antes e depois da droga", aponta Muotri.
Os pesquisadores retiraram células comuns da criança e fizeram com que elas voltassem a ser células-tronco. Depois, elas foram reprogramadas para se tornarem neurônios. Eles, então, testaram medicamentos para estimular em laboratório o bom funcionamento do gene. "Todo mundo tem duas cópias de cada gene. No caso desta criança, ela tem uma cópia que está mutada [sofreu mutação] e outra que é funcional. Achamos uma droga que estimula o gene ativo a ‘funcionar’ em dobro", disse Muotri, que é pós-doutor em neurociência e células-tronco pelo Instituto Salk de Pesquisas Biológicas, também na Califórnia.
"Os dados que obtivemos depois de um mês são promissores, eles mostram melhora na atenção e na sociabilidade da criança", relata o professor. "Não é tão significativo porque tivemos que dar uma dose pequena", pondera, mas a descoberta é importante. "Abre uma perspectiva que estamos chamando de medicina personalizada. Baseado no genoma da pessoa e em testes com células-tronco induzidas, pode ser possível definir qual a melhor droga e a melhor dose a ser usada em um indivíduo", diz.
O caso do autismo é singular porque há vários tipos de distúrbios, causados por situações e mutações distintas. "Dificilmente você vai encontrar uma droga que vale para todo mundo", avalia Muotri. Ele diz que o tratamento que está sendo proposto, o da medicina personalizada, é similar ao que ocorre com alguns tipos de câncer. "Você retira algumas células e vai testando, até encontrar o medicamento e a dose certa."
O pesquisador vem ao Brasil neste sábado (29) para dar uma palestra no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), às 14h. A apresentação será em torno do tema: "Remodelando Neurônios Autistas com Células-tronco", e será mediada pela pesquisadora Patrícia Beltrão Braga, da USP.
Cérebro maior
O grupo capitaneado por Muotri também está investindo em outra linha de pesquisa - analisar dez crianças autistas com quadro clínico parecido, de cérebro com tamanho maior do que o normal. Os pesquisadores estão estudando se estes pacientes têm características genéticas similares, como alguma mutação.
A hipótese dos cientistas é que, se as crianças têm um cérebro grande, é porque elas têm mais neurônios do que o necessário para sua idade - por algum motivo as células nervosas podem ter crescido descontroladamente. "Nós estamos pesquisando drogas que inibam o crescimento dessas células. A ideia é controlar o aumento, estamos fazendo testes em laboratório", diz Muotri.
A previsão do professor é que essa linha de pesquisa vai dar respostas mais rapidamente. "Proliferação celular é algo que é estudado há muito tempo", pondera. "Talvez dois anos para começar a ter resultados com drogas.”
A Associação Brasileira de Autismo, Comportamento e Intervenção do Distrito Federal - Abraci-DF promoveu na manhã deste domingo(16), no Parque da Cidade, em Brasília, o evento "Juntos Somos Mais". Os organizadores montaram um posto de informação para tira (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr )Atividade promovida pela Associação Brasileira de
Autismo, Comportamento e Intervenção do DF
(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr )
Neurônios vivos
Um dos grandes problemas para entender o autismo é conseguir obter neurônios vivos, ressalta Muotri. "Muitas vezes são usados tecidos de autistas mortos, analisados depois que um paciente morre." Mas o avanço de pesquisas em células-tronco pluripotentes induzidas (conhecidas como células iPS, em inglês) está abrindo um novo caminho no estudo do autismo, diz o professor.
"A ideia é pegar células do paciente - cabelo, pele, polpa do dente - e fazer com que elas voltem a ser células-tronco. Então você as induz a se tornarem neurônios", explica o cientista. Pesquisas recentes apontam que o cérebro dos autistas, em geral, realiza menos sinapses (ligações entre neurônios para transmissão de informações), o que está sendo explorado nas pesquisas científicas.
"Começamos a testar medicamentos para elevar o número de sinapses, e alguns deles têm funcionado. Drogas como o fator de crescimento insulínico [IGF-1, na sigla em inglês]", diz Muotri. Um dos problemas do IGF-1 é que é uma proteína muito grande, que não consegue ser bem absorvida pelas camadas mais externas do cérebro. Moléculas menores estão em estudo, afirma o professor.
A novidade dos pesquisadores é que os testes com estas drogas até agora estavam restritos ao laboratório, e vão começar a ser aplicados em pacientes em breve. "A fase clínica de toxicidade já foi aprovada para alguns grupos que estão estudando crianças autistas. A ideia agora é testar em um número maior de crianças, para saber se, com seis meses a um ano de tratamento, elas estão melhores em diferentes aspectos, como respiração, ansiedade", informa Muotri
Fonte:G1
Comentário:

A ciência está sempre evoluindo. Cada vez fico mais feliz em saber que estão fazendo novas pesquisas sobre doenças que antigamente ninguém imaginava que teriam cura. Imagino a felicidade dos parentes 
próximos desses doentes, sabendo que seus familiares vão poder ter algum remédio que os ajude. Só tenho medo de que esses remédios sejam muito caros, porque aí muitas pessoas que vão precisar talvez não tenham dinheiro para comprar.







Americano celebra nova vida após se 

 

 

recuperar de transplante de face

Richard Norris recebeu nova mandíbula, dentes e língua em 2012.
Ele voltou a estudar e trabalha na produção de um livro sobre sua vida.

O americano Richard Norris, que passou em 2012 por um transplante de face considerado um dos mais extensos já feitos, comemora sua recuperação e sua nova vida pouco mais de um ano após a cirurgia. O homem, que recebeu uma nova mandíbula, dentes e língua em março de 2012, voltou a estudar e trabalha em um livro que conta a história de sua vida.
Richard Norris em foto de 18 de junho durante consulta ao psiquiatra que o acompanha após transplante de face. Imagem foi divulgada nesta sexta-feira (28) (Foto: Patrick Semansky/AP)Richard Norris em foto de 18 de junho durante consulta ao psiquiatra que o acompanha após transplante de face. Imagem foi divulgada nesta sexta-feira (28) (Foto: Patrick Semansky/AP)
Richard atirou acidentalmente contra seu rosto com uma arma de fogo em 1997, e até a cirurgia vivia recluso. Durante o período, ele enfrentou a crueldade de estranhos, lutou contra o vício em remédios e até pensou em suicídio. Agora, depois da cirurgia e com uma recuperação considerada exemplar pelos médicos, ele diz que, se pudesse voltar no tempo, talvez não apagaria o episódio de sua vida.
“Os mais de 10 anos de horror que vivi me deram um grande conhecimento”, disse Norris à Associated Press, em sua segunda entrevista após o transplante. “Isso colocou algumas das melhores pessoas que conheço na minha vida”.
Aos 38 anos, ele começou a fazer aulas pela internet em busca de um diploma em sistema da informação e quer criar uma fundação para ajudar futuros pacientes de transplante de rosto a bancar os gastos durante o tratamento. Ele também tem trabalhado com um fotojornalista em um livro sobre sua vida que foi recentemente finalizado, com o título “As duas faces de Richard”.
Ele espera que sua história envie uma mensagem de esperança para pessoas em situações semelhantes.
Fotos mostram Richard antes do acidente, após atirar contra si mesmo e a evolução depois de passar pelo transplante de face (Foto: University of Maryland Medical Center e Pat Semansky/AP)Fotos mostram Richard antes do acidente, após atirar contra si mesmo e a evolução depois de passar pelo transplante de face (Foto: University of Maryland Medical Center e Pat Semansky/AP)
Depois do acidente, Richard ficou sem dentes, nariz e partes de sua língua. Ele podia falar e identificar sabores, mas perdeu o olfato. Quando saía em público, normalmente à noite, se escondia com uma máscara.
Ele passou por dezenas de cirurgias para tentar recuperar sua face, mas eventualmente seu corpo chegou a um limite. Foi quando um de seus médicos sugeriu um transplante de rosto.
O medico Eduardo Rodriguez, que liderou a equipe que fez o transplante, já vinha trabalhando na área há algum tempo. O time explicou todos os riscos, como a rejeição dos tecidos, para todos os familiares. A mãe de Richard, Sandra, lembra do risco de 50% de seu filho morrer durante a cirurgia.
Os tecidos recebidos por Richard eram de Joshua Aversano, um jovem de 21 anos morto após ser atropelado. A família do doador não quis dar entrevistas, mas emitiu um comunicado. “Somos gratos por saber que o legado de Joshua irá continuar através das vidas das pessoas que ele foi capaz de salvar com a doação de órgãos e tecidos”.
Richard Norris trabalha com material de pesca em foto de 25 de junho (Foto: Chuck Burton/AP)Richard Norris trabalha com material de pesca em foto de 25 de junho (Foto: Chuck Burton/AP)
Richard contou que conversa com a família do doador regularmente e os mantém atualizados sobre sua vida e condições de saúde.
A cirurgia de 36 horas sofrida por Richard ainda é considerada a mais extensa já conduzida na área de transplante de face porque incluiu o transplante de dentes, mandíbula, parte a língua e todo o tecido desde o couro cabeludo até a base do pescoço.
Richard terá que tomar remédios contra a rejeição dos tecidos pelo resto da vida. O médico que fez a cirurgia disse esperar que o transplante possa ter duração de 20 a 30 anos.
Enquanto isso, o americano que precisou reaprender a falar, comer e andar novamente, vai ajustando a vida aos poucos. Ele continua frequentando a terapia e viaja frequentemente para consultas médicas.
Mas a maior diferença em sua vida é poder aparecer em público novamente sem se sentir observado e excluído. “Infelizmente, as pessoas faziam comentários que nunca fariam a alguém em uma cadeira de rodas, por exemplo”. “Quando eu estava desfigurado, me surpreendia como as pessoas me encaravam. Agora, ninguém presta atenção. A não ser que a pessoa me conheça pessoalmente, ninguém sabe que passei por um transplante de face.
Fonte:G1
Comentário:
Em minha opinião esse  homem nasceu de novo porque não deve ser nada fácil passar pelo processo de recuperação encarando o preconceito, as dores e as dúvidas. Ao invés das pessoas terem um pouco de solidariedade... mas, não, muitas têm na verdade é muita crueldade. Deve estar sendo muito difícil  a vida dele, mas, espero e torço mesmo para que ele volte a ter uma vida normal.












Só um terço dos alunos do 3º ano sabe  


o ideal de matemática,diz prova

Índice de proficiência é de 30,1% em escrita e 44,5% em leitura.
Prova ABC avaliou 45 mil alunos do 2º e 3º ano do ensino fundamental.

Somente um terço dos alunos do 3º ano do ensino fundamental das escolas públicas e privadas do Brasil tem o conhecimento ideal em matemática. Em porcentagem, significa que 33,3% dos alunos conseguem, por exemplo, resolver problemas com notas e moedas e sabem fazer contas de adição e subtração. Na escrita, a proficiência é ainda um pouco menor, 30,1% dos alunos têm habilidade para organizar um texto com coesão, respeitando normas gramaticais e pontuação.
O melhor desempenho foi constatado na prova de leitura, mas o índice de proficiência não atingiu a maioria dos alunos: 44,5% sabem identificar temas de narrativas, localizar informações explícitas, ou seja, "ler para aprender", como definem os especialistas.
Os dados são resultado da segunda edição da Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) divulgada nesta terça-feira (25). O exame avaliou 54 mil alunos de 1.200 escolas públicas e privadas em 600 cidades. Metade da amostra é de 2º ano e a outra de 3º ano, com idades entre 8 e 9 anos, período considerado limite para alfabetização.
Prova ABCNão é possível comparar os resultados com a primeira edição da Prova ABC porque ela foi aplicada a alunos que já tinham concluído o 3º ano do ensino fundamental.
As provas tinham 20 itens de múltipla escolha de leitura ou matemática. Cada grupo de alunos respondeu uma delas, mas todos fizeram a redação sobre um tema único. A avaliação foi elaborada em uma parceria do Todos Pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro/Ibope, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
A prova é o instrumento para avaliar a alfabetização no Brasil, e se refere à meta número dois do Todos pela Educação, que é fazer com que até 2022, 100% das crianças apresentem as habilidades básicas de leitura e escrita até o fim do 3º ano do ensino fundamental. No entanto, será a última edição do exame, já que o Ministério da Educação criou a Avaliação Nacional da Alfabetização (Ana) para monitorar esses resultados.
A pesquisa aponta que na rede pública nenhum estado brasileiro atinge o índice de 50% de proficiência em matemática ou escrita. O melhor resultado em matemática aparece em Santa Catarina (46,5%), seguida por São Paulo (44,4%) e Minas Gerais (44,1%). Alagoas e Amazonas amargam empatadas o pior desempenho com somente 7,9% dos alunos com o conhecimento ideal na disciplina (veja os índices por Região).
Percentual de alunos que aprenderam o ideal em matemática
RegiãoRede públicaMédia (redes pública e privada)
Norte14%16,5%
Nordeste13,6%18,1%
Sudeste43%47,4%
Sul36,3%39,7%
Centro-Oeste26,1%31,8%
Brasil29,2%33%
Fonte: Prova ABC
Em escrita, os destaques são os estados de Minas Gerais (37,2%), São Paulo (36,2%), Goiás (34,6%). Alagoas (8,3%) mais uma vez aparece com pior índice de somente 8,3% de proficiência entre os alunos, seguida pelo estado do Pará com 8,6% (veja os índices por Região).
Percentual de alunos que aprenderam o ideal em escrita
RegiãoRede públicaMédia (redes pública e privada)
Norte13,4%16,1%
Nordeste13,2%18,9%
Sudeste35,2%38,8%
Sul32,6%36,0%
Centro-Oeste30,5%36,2%
Brasil25,9%30,1%
Fonte: Prova ABC
O desempenho em leitura é um pouco melhor. Em três estados pelo menos metade dos alunos da rede pública tem o conhecimento considerado ideal para a série. São eles: São Paulo (57,1%), Minas Gerais (55,3%) e Santa Catarina (50,1%) (veja os índices por Região).
Percentual de alunos que aprenderam o ideal em leitura
RegiãoRede públicaMédia (redes pública e privada)
Norte23,4%27,3%
Nordeste23,7%30,7%
Sudeste52,8%56,5%
Sul46,9%51,2%
Centro-Oeste41,7%47,8%
Brasil39,7%44,5%
Fonte: Prova ABC
A explicação sobre os motivos de as crianças lerem melhor do que escrevem na opinião de Nilma Fontanive, da Fundação Cesgranrio, é uma "questão da ênfase na aprendizagem." "Não há estudos que mostrem que cognitivamente escrever seja mais complesco que ler. As duas habilidades devem vir juntas, mas há menos prática textual nas escolas."
Fonte:G1
Comentário:
O governo (e os professores também) precisam, ainda, melhorar muito a educação no Brasil, pois, nós crianças somos o futuro e precisamos de educação para mudar o Brasil de “ponta á cabeça” e esses políticos ainda falam que simplesmente estão trabalhando em novas idéias. Em minha opinião o único jeito é protestar... e muito!!!